Guimarães recebeu a Assembleia Participativa do Norte da Agenda 2030

Trabalho digno e crescimento económico, Educação de qualidade, Paz, justiça e instituições eficazes foram os objetivos mais votados pelos presentes

Guimarães foi a cidade escolhida, na região Norte, para palco de uma das sete assembleias participativas dedicadas à Agenda 2030 das Nações Unidas que a Presidência do Conselho de Ministros está a levar a efeito, com o objetivo de perceber junto da sociedade civil quais os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que esta entende como de implementação prioritária, e porque motivo. O evento decorreu na manhã desta segunda-feira, 13 de março, no Palácio Vila Flor.

Tendo como ponto de partida o Objetivo 9 da Agenda 2030, Indústria, inovação e infraestruturas, objetivo escolhido dado o forte pendor industrial da região, a Assembleia Participativa, em que participou Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, teve a presença de André Moz Caldas, Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Pedro Cilínio, Secretário de Estado da Economia, e António Cunha, presidente da CCDR-N, bem como de um conjunto de individualidades ligadas à academia, instituições públicas e privadas, indústria, representantes de associações, entre outras franjas da sociedade civil de uma ou de outra forma ligadas ou interessadas no Desenvolvimento Sustentável.

Na abertura do evento, Domingos Bragança, presidente da Câmara, salientou a dimensão simbólica e histórica de Guimarães, e aproveitou o legado simbólico de conquista de D. Afonso Henriques para evidenciar a necessidade de ser vencida a batalha pelo futuro do Planeta. “Está em causa a vida como a conhecemos hoje”, frisou. O edil disse que a ideia, o projeto e o desígnio que Guimarães, enquanto cidade medida europeia, escolheu como um dos objetivos essenciais das suas políticas pode ser inspirador para a Europa e para o Mundo.

“Somos uma cidade que envolve toda a sociedade, que tem como parceiros estratégicos os centros de saber e de investigação da região, que aposta na educação ambiental desde a creche até ao ensino secundário, e que está presente nos projetos europeus de referência na área da sustentabilidade, como a Missão Cidades e o NetZeroCities”, disse Domingos Bragança, que evidenciou ainda o caráter fortemente industrial do concelho. “Sabemos que somos um território industrial, e queremos continuar a sê-lo”. O presidente da Câmara defendeu ainda a necessidade de um sistema de transportes que seja capaz de ligar as cidades da região, nomeadamente Guimarães a Braga, uma infraestrutura essencial para a descarbonização e desenvolvimento sustentável, pois “tudo está ligado”. Domingos Bragança endereçou os parabéns ao Governo pela iniciativa e disse que, em Guimarães, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável serão defendidos.

André Moz Caldas, Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, agradeceu à Câmara Municipal de Guimarães a cedência do espaço e o acolhimento, e parabenizou-a pelas boas práticas que tem demonstrado na área da sustentabilidade. O Secretário de Estado relevou a importância da Agenda 2030 e disse que Portugal, no 2o relatório que vai entregar às Nações Unidas, incluirá todos os contributos dos vários níveis governativos, bem como os da sociedade civil. A importância da Agenda 2030 foi secundada por Pedro Cilínio, Secretário de Estado da Economia, que disse ser a sustentabilidade um dos fatores de diferenciação das empresas, lembrando o trabalho que há muitos anos vem a ser feito na área da inovação industrial, em Portugal.

António Cunha, presidente da CCDR-N, fez um breve retrato da região Norte com base no desempenho em cada um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, referindo que região está na vanguarda das energias renováveis e na qualidade da educação. “Na CCDR-N, avaliamos os vários ODS, e temos registado uma evolução significativa em todos eles. Na qualidade da educação fomos a região que nos últimos dez anos mais cresceu”, disse.

Durante a Assembleia Participativa, todos os presentes foram convidados a votar nos três ODS mais importantes, da lista de dezassete, auscultação que teve o seguinte resultado: ODS8 – Trabalho digno e crescimento económico, ODS4 – Educação de qualidade e ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes. De entre dezassete ODS, nas intervenções dos presentes e para além dos mais votados, destacou-se a necessidade de erradicar a pobreza e a necessidade de uma ação climática que seja capaz de mitigar os problemas de sustentabilidade que, hoje, são um problema em todo o mundo. Transversalidade e multidisciplinaridade foram dimensões valorizadas pelos presentes para a resolução dos problemas, pois as decisões tomadas numa determinada área têm, não raramente, implicações em muitas outras.

Durante a tarde, os responsáveis do governo efetuaram visitas às empresas Kyaia, Grupo Casais e Riopele.

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